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terça-feira, 9 de dezembro de 2025
PROVANDO DEUS PELA INTENÇÃO DO SENTIR
Se alguém olha para um espelho, entende algo muito simples:
só existe espelho se existe uma fonte.
O espelho não cria a imagem sozinho. Ele apenas reflete algo que já existe.
Agora pense no ser humano.
Nós criamos ideias.
Criamos histórias.
Criamos ferramentas.
Criamos músicas.
Criamos sonhos.
A pergunta é simples, até para uma criança:
«Como pode existir o ato de criar, se nunca existiu antes o princípio do criar?»
Não faz sentido dizer que algo que nunca criou nada, de repente, criou criadores.
É como dizer:
«“Nunca houve música, mas surgiram músicos.”»
Isso não é impossível por lógica pura.
Mas é filosoficamente estranho.
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1. A matéria não deseja
A matéria não deseja.
A pedra não quer.
O átomo não sonha.
Até mesmo os giros, os spins, as rotações das partículas, tudo isso segue regras.
Eles se movem, mas não escolhem.
Funcionam, mas não sentem.
Agora observe você.
Você sente vontade.
Você sente medo.
Você sente alegria.
Você sente amor.
Você sente dor.
A pergunta é direta:
«Como algo que não quer, não sente e não sonha, gera um ser que só vive porque quer, sente e sonha?»
Se a raiz de tudo fosse apenas matéria sem intenção,
de onde veio a intenção?
Isso cria um problema sério para o ateísmo forte:
«Como algo que nunca teve intenção em sua origem cria seres que só funcionam por intenção?»
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2. O sentir não é necessário para uma máquina — mas ele existe
Imagine um robô perfeito.
Ele anda, calcula, responde, trabalha.
Ele funciona sem sentir absolutamente nada.
Agora olhe para você.
Você sofre.
Você ama.
Você se emociona.
Você se entristece.
Você se encanta.
O sentir não é necessário para o funcionamento da matéria.
Mas ele existe.
A pergunta é:
«Por que existe o sentir?»
Se o universo fosse só uma máquina, o sentir seria inútil.
Nada impediria um mundo onde tudo funcionasse sem que ninguém sentisse nada por dentro.
Mas o nosso mundo é o contrário:
«Tudo só faz sentido porque é sentido.»
Sem sentir, tudo vira apenas movimento vazio.
Isso mostra que a existência não foi feita só para funcionar.
Ela foi feita para ser vivida.
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3. Tudo pode ser o Criador sentindo a si mesmo
No fundo, tudo pode ser visto como uma grande experiência.
A pedra sente do jeito da pedra.
A planta sente do jeito da planta.
O animal sente do jeito do animal.
O ser humano sente de forma consciente.
Talvez tudo exista como formas diferentes do mesmo sentir, em níveis diferentes.
Se tudo está dentro de uma lógica,
então tudo pode ser uma forma do próprio Criador sentir a si mesmo.
E se Deus sente, então criar é uma forma de multiplicar o sentir.
Como um fractal:
- Uma parte cria outra parte,
- Que cria outra,
- Que cria outra…
E assim o sentir se espalha, se dobra, se multiplica.
A existência pode ser, no fundo, isso:
«O próprio sentir se espalhando pelo universo.»
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4. Ordem sozinha não explica o sentido
Muita gente diz:
“Cristais se organizam sozinhos.”
“Galáxias giram sozinhas.”
“Tudo segue leis.”
Isso explica como as coisas funcionam.
Mas não explica por que existem.
Uma regra de jogo não cria jogadores sozinha.
Uma partitura não toca sozinha.
Um código não se escreve sozinho.
As leis da natureza dizem como tudo funciona.
Mas não explicam:
- Por que existem leis
- Por que são desse jeito
- Por que permitem vida
- Por que permitem mente
- Por que permitem sentir
Dizer “aconteceu porque sim” não é resposta.
É apenas desistir da pergunta.
A filosofia não aceita desistir da pergunta.
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5. O espelho do Criador no ser humano
Só existe espelho se existe uma fonte.
Só existe criação em nós porque existe o princípio do criar.
Só existe intenção em nós porque a intenção não pode nascer do nada absoluto.
O ser humano:
- Imagina o que ainda não existe
- Cria coisas do zero
- Transforma o mundo com ideias
Isso é estranho demais para ser apenas acidente.
É como encontrar uma biblioteca inteira dentro de uma explosão.
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6. O erro do materialismo
O materialismo diz:
- “Tudo é só matéria.”
- “A mente vem do cérebro.”
- “O sentir é só química.”
Mas isso não responde o principal:
«Quem é que sente a química?»
Ele explica fios e reações.
Mas não explica o “eu” que sente.
A ciência é excelente para explicar:
- como o coração bate
- como o cérebro funciona
- como a matéria se organiza
Mas ela não responde:
- por que existir é melhor do que não existir
- por que buscamos sentido
- por que sofremos por amor
- por que a beleza nos toca
- por que queremos a verdade
Essas perguntas são da filosofia.
E nelas, o materialismo falha em dar uma resposta completa.
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7. A ideia de Criador explica mais coisas com menos negação
A ideia de um Criador não serve só para explicar o começo do mundo.
Ela explica também:
- Por que existe ordem
- Por que existe consciência
- Por que existe intenção
- Por que existe sentir
- Por que existe valor
- Por que existe beleza
Ela não destrói a ciência.
Ela dá sentido à ciência.
Ela não nega as leis da natureza.
Ela dá fundamento às leis.
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8. Conclusão simples e direta
Ninguém pode provar Deus como se prova uma conta de matemática.
Mas também ninguém consegue provar que Ele não existe.
Então a pergunta verdadeira é:
«O que explica melhor tudo o que existe?»
- Um universo sem intenção, onde sentir é um acidente sem sentido
ou
- Um universo com intenção, onde sentir faz parte do propósito?
Quando olhamos para:
- consciência
- intenção
- criação
- beleza
- dor
- amor
- verdade
- sentido
A ideia de um Criador não parece ingênua.
Ela parece coerente com tudo o que vivemos por dentro.
Talvez a maior pista esteja nesta frase simples:
«O universo não só existe.
Ele é vivido.»
E talvez a existência seja exatamente isso:
«O próprio sentir se multiplicando.»
E onde há intenção, há consciência.
E onde há consciência na raiz de tudo,
há sim um Criador.
Não é justiça, é pura LÓGICA FILOSÓFICA.
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